INTERNO.

Pessoal, um texto-poesia, que fiz para autorreflexão. ( Não sei com essa nova gramática, se autorreflexão é mesmo assim que se escreve, tão pouco texto-poesia, verificarei.) Acredito que os sentimentos assim como as palavras, que estão em constante transformações, mantenham intactos seus eixos e raízes. Como uma espécie de raízes semânticas, imutáveis! Aí, vai...
INTERNO
Não burocratizem as almas.
Não transformem o amor,
Em que a medida é a ‘exata’ desmedida,
Não busquem o sexo pelo sexo, cheguem às almas.
Chegue ao absoluto, ao insolúvel, onde só pisa quem tem o dom.
Quem não tiver amor pra dar
Nunca me entenderá.
Quero a emoção identificável em cada poro
Quero tumulto.Veias pulsando.
Quem acha que amor é colírio,
Que se dá de gota em gota,
Que se entrega com cautela e recato,
Mantenha distância.
Nunca entenderá de mim...
Amor é tumulto.
De tranqüilidade externa e revolução interna
Está no beijo, na saliva da língua,
No toque dos corpos,
No ar e no hálito,
Nos gestos entregues sem amarras.
Sei que meu coração não se basta com pouco amor
Quer a vertigem
E a emoção do mundo num abraço.
;-)
Deborah
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