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<title>BLOGANDO MUNDO </title>
<link>http://blogandomundo.nireblog.com</link>
<description>AÇÕES E ABSTRAÇÕES - POR MALHEIROS </description>
<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 14:26:15 -0300</pubDate>
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<title>BLOGANDO MUNDO </title>
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	<title>NATUREZA </title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2010/01/31/natureza</link>
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		<description><![CDATA[<p><img id="image553679" alt="adoro.jpg" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/adoro.jpg" align="middle" class="imgcentro" /></p>
<p>Último dia do primeiro mês do ano. Quais surpresas nos aguardam? Será que nos é permitido fazer pedidos ao vento? Será que os  telex ficam gravados nas nuvens e caem em forma de chuva? Como essa chuva toda dos últimos dias?  Em todo caso, farei minha lista de pedidos..... </p>
<p>PARA O VENTO</p>
<p>Pára o vento,<br />
Escuta...<br />
Se puder, antes de tragar-me<br />
Traga-me<br />
O que de mais belo encontrar:</p>
<p>Traga-me  uma pedra bonita de montanha,<br />
Traga-me o espírito puro,<br />
A aura, incensos e cristais<br />
Traga-me  o brilho<br />
E a luz da estrela cadente.</p>
<p>Traga-me as esquinas, duendes<br />
O pôr-do-sol,<br />
O vale das borboletas,<br />
A lua e<br />
Uma poção mágica.</p>
<p>Traga-me flores do campo,<br />
Chá de alecrim e<br />
O recado de coração.<br />
Traga-me as historias não contadas,<br />
Um bilhete cifrado,<br />
Traga-me um sinal<br />
De linha ou de sonho.</p>
<p>Mande-me a brisa leve,<br />
As pirâmides e todos os deuses,<br />
Mande-me uma fotografia<br />
3X4 da alma, para que eu guarde na carteira,<br />
Mande-me, enfim, a procura...</p>
<p>E, se possível for,<br />
Quando as nuvens  estiverem carregadas,<br />
Mande-me a chuva<br />
Porque se nada trouxer,<br />
Resta-me a garantia<br />
De coração fértil e<br />
A alma lavada!</p>
<p>( Deborah )</p>
<p>___________________________________________________________</p>
<p>( Clique em ARQUIVO para ver mais )
</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2010/01/31/natureza#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 31 Jan 2010 13:46:39 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>NOSTALGIA DE FIM DE ANO</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/12/27/nostalgia-de-fim-de-ano</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/12/27/nostalgia-de-fim-de-ano</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong></p>
<p><img id="image547585" alt="ioio" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/ioio.jpg" align="middle" class="imgcentro" /></p>
<p>Um texto para os que sentem, como eu sinto, o passar deste último mês do ano. Bjs</p>
<p>NOSTALGIA DE FIM DE ANO</p>
<p>O que realmente nos envelhece com o passar dos anos é a memória que se acumula dentro da gente, à proporção que os anos passam. E são tantas, tantas, que por mais longa que seja a vida, nunca ultrapassa aos anos de lembranças, memórias, saudades que vamos juntando dentro de nós... A indústria já não sabendo mais o que inventar para a sobrevivência do interesse público, faz ressurgir brinquedos e jogos do passado - principalmente nesta espoca de Natal - e chamam isso de nostalgia. E nós que não nos damos conta de como somos antigos no tempo, vamos recordando uma época que conhecemos de perto, participamos e fizemos parte daquele cenário. Como os velhos cortes de cabelo, as cores das meias, as musicas da época. Mas o teste máximo de que o tempo esta passando, é o nosso crescente desamor pelo ruído, desejosos de paz, da penumbra, porque apenas na memória vive essa coisa terrivelmente bela e irreversível que tem o nome de juventude.<br />
Podem os cirurgiões plásticos repuxar a pele do nosso rosto, podem os recursos de hoje prolongar por um tempo a aparência de uma falsa mocidade.<br />
Não acreditem na falsa euforia dos velhotes e velhotas que procuram, dando de ganhar a quem lhe dão, por um tempo, uma ambígua noção de mocidade, sim, porque eles não podem recuperá-las dentro de si mesmos. O melhor mesmo é, com nostalgia e tudo mantermos uma cara serena e pura ,na altiva dignidade dos que aceitam o tempo como a um amigo que nos tira uma coisa mas nos dá outra . Porque, pouco adianta nos olharmos no espelho e termos a impressão de que os anos não passaram por nós. Para isso, seria preciso que não houvesse a memória, acumulando tudo, guardando tudo, dia por dia, hora por hora, minuto por minuto. É por isso que a sensação de nostalgia nos toma, quando vemos que tudo esta voltando... a moda, os jogos, os brinquedos, as músicas, o cenário que encantou nossa infância e que somente ela, em sua plenitude interior e exterior, não poderá voltar, jamais!!! Viva a memória e a vida! - Um brinde à elas - e a nós!!!;-_</p>
<p> ( DEBORAH )</p>
<p>FELIZ ANO-NOVO!!! Beijos!!!</p>
<p><img id="image547587" alt="aquaplay.jpg" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/aquaplay.jpg" align="middle" class="imgcentro" />
</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/12/27/nostalgia-de-fim-de-ano#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 13:31:59 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>PARTIDA</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/11/14/partida</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/11/14/partida</guid>
		<description><![CDATA[<p><img id="image539252" alt="limpar-voar-wing_jpg_540.jpg" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/limpar-voar-wing_jpg_540.jpg" align="middle" class="imgcentro" /></p>
<p><strong></p>
<p>NOVEMBRO! Mês de finados.<br />
Não o considero um mês triste, nem tão pouco alegre. É um mês que para mim soa melancólico. Lembro das finitudes, me faz voar  mais baixo, não é nada agravél a sensação de perda, nos sobra aceitar e ponto final. A passagem não aceita argumentos, negociata, choro e nem vela. Pronto. Foi decretado e fim. Simples assim. Cru, sem sal e indigesto.</p>
<p>Um poema, que fiz há uns 02 meses, e que o título achei melhor desmembra-lo.  Não o considero triste, mas real. Vejam se sentem assim...Bjs;-)</p>
<p>PARTE IDA </p>
<p>Dolorido, foi olhar pela última vez<br />
Através das lágrimas,<br />
E perceber o opaco do olho<br />
Que antes tinha brilho.<br />
Dolorido, foi jogar as imagens no arquivo<br />
E em legítima defesa<br />
Apagar as cores,<br />
Congelar o filme e<br />
Distorcer de propósito<br />
A fotografia que antes tinha luz.<br />
Difícil foi separar o momento,<br />
Separar os gestos do corpo e<br />
Depois esvazia-lo de significado.<br />
Difícil mesmo foi apagar o script<br />
Apagar as falas<br />
E te olhar novamente<br />
Deixando corpo<br />
Braços, sensações<br />
Pernas e coração.<br />
E saber que um abraço<br />
Agora, só com a passagem na mão<br />
qd desembarcar na próxima 'encarnação'...</p>
<p>(Deborah )
</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/11/14/partida#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 15:52:38 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>ORQUESTRA</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/10/31/orquestra</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/10/31/orquestra</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ainda não tive tempo de escrever algo para esse mês, mas logo o farei.Então coloco novamente este, que mandei para o concurso do Banco do Brasil. Quem não o conhecia, aí esta...ouçam! Bjs;-)</p>
<p>"Meu concerto que desconserta"</p>
<p>Sinto seu corpo como uma orquestra<br />
A ensaiar uma sinfonia completa e arrebatadora.<br />
Você sussurra em meu ouvido aquela música silenciosa.</p>
<p>Sinto seus braços e pernas, como cordas bem afinadas<br />
Que desejam dedos hábeis<br />
Que lhe tirem melodias.<br />
Sua respiração é como um instrumento de sofro<br />
Querendo mais fôlego, para sons mais altos,<br />
Inaudíveis. - Sentidos.</p>
<p>E a percussão dentro do peito<br />
Marca o ritmo da música que existe na mente,<br />
Sons, compassos, andamentos,<br />
Pausas, variações, êxtases...</p>
<p>Acaricio sua face, beijo seu queixo, rimos.<br />
E na rima da pele<br />
Que lhe envolve o corpo,</p>
<p>O detalhe da partitura</p>
<p>Que tento lê-la no toque,<br />
nas pontas do arrepio.</p>
<p>Decifro-te...<br />
Devora-me.<br />
Agora descobri a verdadeira poesia.<br />;-)<br />
( Deborah )</p>
<p>( Clique em ARQUIVO
</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/10/31/orquestra#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 11:21:59 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>SURPRESAS</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/09/27/surpresas</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/09/27/surpresas</guid>
		<description><![CDATA[<p><img id="image529553" alt="rb-casinhaestreita-c-pinheiro.jpg" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/rb-casinhaestreita-c-pinheiro.jpg" align="middle" class="imgcentro" />
<p><strong></p>
<p>Lembranças de infância, idéias, sonhos, realizações... Será que já está tudo traçado na palma de nossas mãos?   Esse poema é para a minha infância, para as sementes de mim.<br />
Mas também, sementes de todos que cavam e resistem acreditando que a terra é fértil...;-)Bjs</p>
<p>SURPRESA</p>
<p>Certezas, destinos, traçados...<br />
O que é tudo isso afinal?<br />
Longe de mim ser previsível,<br />
Ser enquadrável ou tributável.<br />
Onde mora a beleza,<br />
Sem o doce encanto da surpresa?</p>
<p>Longe de mim ser uma,<br />
Ser única.<br />
Sou várias,<br />
Sou muitas.</p>
<p>Cavei meu destino e lá<br />
Não havia terra, só lama<br />
No mangue do mangueirão</p>
<p>Mas quantos fragmentos me fizeram?<br />
Quantos pedaços me foi dado ser?<br />
Quantas vezes não pendurei meus sonhos nos cabides?<br />
Vejo fotografias antigas,<br />
Me jogo na vertigem,<br />
Seguro meu corpo,<br />
E me salvo das imagens.</p>
<p>Busco a surpresa nas incertezas<br />
Onde more, talvez, a beleza.<br />
Mas e o doce encanto da surpresa?<br />
Onde fica?</p>
<p>Talvez lá no início do mundo,<br />
Na Rua Major Eugênio Terral,<br />
136 Fundos! ;-)
</p>
<p>( Deborah )</p>
<p>Clique em ARQUIVO para ver mais
</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/09/27/surpresas#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 23:40:43 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>CORAGEM</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/08/31/coragem</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/08/31/coragem</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong></p>
<p><img id="image523391" alt="Unidos" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/mundo.jpg" align="middle" class="imgcentro" /></p>
<p>Perceberam que o que mais sobra hoje em dia  é a falta?  Falta de caráter, falta de respeito, falta de vergonha, falta de memória, falta de exemplos, falta de atenção, de compaixão, de cuidados... enfim, tantos que canso em enumera-los. Essa poesia fiz pensando nas distorções de valores, em como podemos sobreviver a toda essa loucura, será que existe salvação?;-) Bjs<br />
Aí vai...  </p>
<p>CORAGEM</p>
<p>O que mais podemos fazer nesse mundo em chamas?<br />
Senão buscar a paz das coisas simples, a calma do sublime<br />
E a beleza que nos escapa pelo vão da porta?<br />
O que mais podemos fazer?<br />
Senão encostar a cabeça<br />
No travesseiro do tempo<br />
E aguardar que a chegada do apocalipse<br />
Recoloque tudo em seus lugares<br />
As águas, as matas,<br />
O horizonte incerto que nos habita,<br />
O ponto no mapa,<br />
A ponte, o contato.<br />
O que mais podemos fazer em meio a esse incêndio?<br />
Senão libertar pesadelos, tecer sonhos, e manter a força?<br />
Porque por mais que o futuro seja incerto<br />
E o nosso discurso um dicionário de frases soltas<br />
A nossa coragem sobrevive,<br />
Para que a esperança<br />
Não seja mais que uma mobília velha,<br />
Um retrato,<br />
O quadro na parede,<br />
Ou uma foto esquecida<br />
Em  alguma gaveta da memória.</p>
<p>( Deborah )</p>
<p>Clique em ARQUIVO para ver mais.<br />
_______________________________________________________________________
</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/08/31/coragem#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 17:17:51 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>POEIRA</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/07/30/poeira</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/07/30/poeira</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong></p>
<p><img id="image517931" alt="boystar1.jpg" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/boystar1.jpg" align="middle" class="imgcentro" /></p>
<p>Quando rodo por aí,  por lugares alegres e outros bem tristes, aproveito para juntar alguns pensamentos e transforma-los em alguma coisa.  E essa coisa, é isso aí...<br />
Uma observação do que é invisível!<br />
Vejam se vocês enxergam...;-)</p>
<p>INCOLOR</p>
<p>Pegue o carro, dê uma volta<br />
Sinta o cheiro da cidade no ar...<br />
Lixo humano à margem da avenida fantasma<br />
É um filho que nos espera em cada sinal luminoso<br />
Tem olhos grandes e acesos como sóis,<br />
E o rosto ressecado de poeira e cola.<br />
Estamos cegos, não enxergamos nosso filho a chegar<br />
Ele floresce nos terrenos baldios,<br />
Semente de aborto roto<br />
Desce  morro feito  enxurrada,<br />
Arrasta-se ladeira abaixo,<br />
Lavando a cidade com a lama do mangue.<br />
Ele espera, coberto de sangue!<br />
Da sua garganta uma orquestra de gritos<br />
Anunciando o fim das trevas.<br />
Seria a elevação dos órfãos  ao colo de Deus?<br />
Quem sabe ele pedirá abrigo no cortiço?<br />
Roubará para mendigos um pedaço da lua?<br />
Ou dirá palavras cheias aos vazios sem espírito?<br />
São semente de dor<br />
De não poder ter nascido.<br />
Natimorto com boa saúde,<br />
“Empoeirado”  e cheio de cola...</p>
<p>( Deborah)</p>
<p>____________________________________</p>
<p>Clique em ARQUIVO para ver mais.
</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/07/30/poeira#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 01:01:31 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>ZELAR</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/06/28/zelar</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/06/28/zelar</guid>
		<description><![CDATA[<p><img id="image511597" alt="untitled.bmp" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/untitled.bmp" align="middle" class="imgcentro" /></p>
<p><strong><br />
Um poema que como muitos de nós...diz por si, Só!<br />
Espero que gostem, estava perdido em minhas anotações, fiz há poucos meses, é de Abril de 2009, achei interessante dividi-lo. Beijos ;-) e Zelai!!!</p>
<p>Amados, amantes, amadas, cuidai!<br />
Que o amor se vestiu o luto<br />
Perdeu-se pelos labirintos<br />
E estes são tempos<br />
De raro afeto<br />
E carinhos escassos<br />
Amados, amadas, amantes, olhai!<br />
Que o amor murcha e mingua<br />
E estes são tempos de solidão explícita<br />
Gosto de sal.<br />
Amantes, amados,amadas, Zelai!<br />
Porque o amor resiste<br />
Por um fio frágil, ensaia passos bêbados<br />
Na lâmina cega das navalhas.<br />
Amantes, amados, amadas, velai!<br />
Porque o amor fez-se escuro<br />
Tornou-se contrato<br />
Entre partes em conflitos<br />
Amados, amantes, amadas, Lutai!<br />
Para que o amor sobreviva às nuances<br />
Porque tudo que se vai<br />
Fica um pouco em nós impregnado<br />
Fica a parte que agarramos com os dentes<br />
Fica o cheiro<br />
Fica o que não se vai porque não deixamos<br />
Fica a nossa sobrevivência<br />
Num aceno de olhar.<br />
Amantes, amados, amadas,<br />
Há mais...!<br />
( Deborah )<br />
_________________________________________________
</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/06/28/zelar#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 22:06:01 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>O TEMPO</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/06/07/o-tempo</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/06/07/o-tempo</guid>
		<description><![CDATA[<p><img id="image506923" alt="tempo.jpg" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/tempo.jpg" align="middle" class="imgcentro" /></p>
<p><strong>Pessoal, mais um conto!<br />
Acabei de escrevê-lo e quis compartilha-lo com vocês!!!<br />
Este leva à reflexão, leva a pensar na vida, nas metáforas da vida. Onde anda a  humanidade? Onde está o humano? Será que sentido, gestos e sentimentos não passam de coisas inúteis que guardamos como quinquilharias no fundo de uma gaveta? Que a vida anda corrida, que os afazeres se multiplicam isso é constatação. Mas não consigo entender situações onde até um pedaço de pizza é capaz de mais sentimento e generosidade que muita gente. Mas continuo acreditando na humanidade, se é ilusão, não sei. Mas acredito. Assim como acredito em fantasmas!... :-) </p>
<p>“ O TEMPO ”</p>
<p>Na parede daquela casa agitada, o velho relógio afastou um pouco mais seus enormes ponteiros e arriscou uma  olhada para a família reunida na sala. Falavam alto, num palavreado esquisito, onde ele não entendia muito bem, enquanto uma música infernal enchia o ambiente. Suspirou cansado, sentia-se inútil, ninguém precisava dele ali. Traziam nos pulsos uns minúsculos reloginhos, esquisitos e sem graça; feios e fracos. Ele era forte, bonito, fora construído na Suíça, peças de aço puro, tinha inúmeros rubis e feito de envelhecido carvalho. Chegara há muitos e muitos anos, vistoso, imponente, ocupava o canto principal da sala de visitas. Todos o olhavam constantemente, tinha números límpidos, ponteiros brilhantes, pendulo de bronze. Quando balançava para dar as horas, as crianças de casa ( hoje todos muito velhos ) corriam, e de nariz pra cima e olhos arregalados iam pra lá e pra cá, acompanhando-o entusiasmadas.<br />
Ia recolher-se, cansado com aquele modo de viver alucinado da família, quando viu a jovenzinha de cabelos encaracolados e olhos brilhantes ( safra da nova geração) levantar-se.  A esperança encheu-o por dentro:  - Será que aqueles lindos olhos iriam mira-lo para ver as horas?  Decepção!. Olhou apressada o grotesco relógio de plástico no pulso delicado e saiu sem notá-lo. Recolheu-se desiludido para dentro de seu maquinismo. Os bons tempos já se foram, tempos de música suave, de vida calma, tranqüila, sem pressa . Ninguém mais ligava para ele, a não ser a empregada para limpa-lo. Triste, pensou em parar, não queria mais dar as horas. Suspirou sufocado. Sufocado! Ele fazia tudo para não chamar a atenção; por anos e anos, marcava as horas exatas, soava sempre no mesmo tom, não atrasava, não adiantava. “ Talvez se...”- riu baixinho com a extravagante idéia que ocorrera em suas cordas.  Talvez se descontrolasse, como um velho caduco, caduco como o velho Belmiro, o avô há vinte e tantos anos falecido...- riu, divertindo-se, arriscando mais vez uma olhada para a família que ainda discutiam ao redor da mesa. Jogou o pêndulo com força. Este, assustado, foi para lá e para cá, descontrolado, encheu a sala com um barulho estridente.<br />
Fez-se silêncio repentino. A família assustada o olhou: - O que teria acontecido ao velho e superado relógio?  Nada, certamente, com ele nunca acontecia nada. Voltaram a conversar, indiferente à angústia do velho relógio. Velho, objeto, coisa, mas sentimental.<br />
Raivoso com aquela indiferença, deixou cair os ponteiros com força e tornou a jogar o pêndulo, que ressoou estridente.<br />
A família, agora alarmada, levantou e o rodearam com mil conjecturas. Por fim depois de tanto falatório, dizendo horrores a seu respeito e deixando-o tonto, tiraram –lhe o pêndulo e decretaram: - Será vendido!.<br />
No outro dia foi jogado num depósito junto com móveis velhos e depois de algumas semanas, levado a algum antiquário. Amargurado, e sem se importar com os colegas ali enfileirados, enroscou-se, emperrou todas as suas peças. Não mais funcionaria, negava-se a viver depois de tanta ingratidão. Deixou cair uma lágrima que correu entre os números amarelando um pouco mais o mostrador. Ninguém notou, a não ser os colegas que como ele, também tiveram o mesmo fim.</p>
<p>FIM<br />
( DEBORAH )<br />
Metáforas da vida. ( de todos );-)
</p>
<p>______________________________________________ <br />
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<p></strong>
</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/06/07/o-tempo#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 19:01:19 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>O DESENHO DAS IDÉIAS</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/05/16/o-desenho-das-ideias</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/05/16/o-desenho-das-ideias</guid>
		<description><![CDATA[<p><img id="image501691" alt="palavras.jpg" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/palavras.jpg" align="middle" class="imgcentro" /><strong></p>
<p>Esta semana passei observando o mundo que me cerca. Observando e elaborando idéias, tentando chegar a alguma conclusão de razoável assimilação.<br />
Talvez seja a proximidade do meu aniversário e o ótimo texto que li de uma amiga em seu blog.<br />
- Procurei saber onde estava meu coração.<br />
E essa procura acredito que não possa ser compartilhada, vejo como uma espécie de telescópio que tendo apenas uma lente não cabe mais que um olho, e a mirar o interno para enteder o que reverbera em palavras e silêncios. Percebi um pouco mais o mistério das palavras, e com isso a inspiração para essa poesia.<br />
Espero que GOSTEM e sigam na busca de tornarem-se legíveis. Sem tanto som, mas em letras grafadas na pele, na retina e no instante!. Beijos p´rocês!!!;-)</p>
<p>( O blog é o Pink Punk, da Marcia Tiburi. Para descrevê-lo, o que mais se aproxima, talvez seja, - Precioso. )  </p>
<p> " A PALAVRA"</p>
<p>À frente da folha, o grafite aproxima-se para tocá-la.<br />
Tenta com a palavra penetrar-lhe o mistério<br />
Com o mesmo cuidado de uma cerimônia.<br />
Tenta desenhar o sentido,<br />
Tenta permear o inédito, arquitetar a idéia de tudo que existe.<br />
Palavra é risco, é olho, é disco e abrigo<br />
Não é mais som, é dom<br />
de quem abriu na vida um grito<br />
e tocou  na ferida.<br />
Distingiu o isto e o aquilo,<br />
desatando tudo que acena para dentro.<br />
Qualquer palavra é viagem<br />
Sem rota, nem nota. Sem dono e no tom.<br />
Resiste à tentação das imagens,<br />
Fixa o desenho dos argumentos.<br />
Contorno de linhagem pura<br />
na cristalina possibilidade<br />
de grafar o instante<br />
de passar  o que sente,<br />
e vem a mente.<br />
É lúdica e demente.<br />
Mas vem certa de que o seu melhor desenho...<br />
É a sua IDÉIA!!!<br />
Sementes de palavras em terras férteis,<br />
É de lá que nasce o mistério<br />
É de lá,... </p>
<p>( Deborah )</p>
<p>                ____________________<br />
( Clique em Arquivo para ver mais)
</p>
<p></strong></strong>
</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/05/16/o-desenho-das-ideias#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 16 May 2009 16:59:57 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>INTERNO.</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/04/15/interno</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/04/15/interno</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong></p>
<p><img id="image492876" alt="Raizes" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/raizes01.jpg" align="middle" class="imgcentro" /></p>
<p><strong>Pessoal, um texto-poesia, que fiz para autorreflexão. ( Não sei com essa nova gramática, se autorreflexão é mesmo assim que se escreve, tão pouco texto-poesia, verificarei.) Acredito que os sentimentos assim como as palavras, que estão em constante transformações, mantenham intactos seus eixos e raízes. Como uma espécie de raíz semântica, imutável! Aí, vai...</p>
<p>INTERNO</p>
<p>Não burocratizem as almas.<br />
Não transformem o amor,<br />
Em que a medida é a ‘exata’ desmedida,<br />
Não busquem o sexo pelo sexo, cheguem às almas.<br />
Chegue ao absoluto, ao insolúvel, onde só pisa quem tem o dom.<br />
Quem não tiver amor pra dar<br />
Nunca me entenderá.<br />
Quero a emoção identificável em cada poro<br />
Quero tumulto.Veias pulsando.<br />
Quem acha que amor é colírio,<br />
Que se dá de gota em gota,<br />
Que se entrega com cautela e recato,<br />
Mantenha distância.<br />
Nunca entenderá de mim...<br />
Amor é tumulto.<br />
De tranqüilidade externa e revolução interna<br />
Está no beijo, na saliva da língua,<br />
No toque dos corpos,<br />
No ar e no hálito,<br />
Nos gestos entregues sem amarras.<br />
Sei que meu coração não se basta com pouco amor<br />
Quer a vertigem<br />
E a emoção do mundo num abraço.<br />;-)<br />
 Deborah
</p>
<p></strong></strong>
</p>
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</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/04/15/interno#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 09:58:37 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>FORTALE ( SER ) </title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/03/08/fortale-ser</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/03/08/fortale-ser</guid>
		<description><![CDATA[</p>
<p><strong></p>
<p><img id="image481657" alt="pd1.bmp" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/pd1.bmp" align="middle" class="imgcentro" /></p>
<p>Sinto-me construção inacabada, não por preguiça, ou descaso, mas por não querer limitar-me. Procuro a expansão...Escrevendo por exemplo. Somos feitos dos pedaços que achamos pelo caminho,<br />
dos nossos próprios pedaços transformados em versos.</p>
<p>Coloquei mais um pedacinho neste estilhaço de poesia. Que meus 'pedaços' ocupem a construção de quem quer senti-los. ;-) Bjs</p>
<p>" CONSTRUÇÃO "</p>
<p>A alma é verso,<br />
Inverso colagem - O corpo.<br />
Mas corpo não se sustenta <br />
Com alma rasa de quem não quer ir fundo<br />
No oco perdido do ser. <br />
Versos, para encarar esse oco,<br />
essa conversa, 'eu versus mim'.<br />
Fácil buscar no outro a resposta - ou a culpa de tudo.<br />
Coragem para encarar o oco que às  vezes sufoca,<br />
às  vezes deprime, mas que nos faz maior.<br />
É atitude para poucos, sei.<br />
Mas é ela que nos redime, nos faz crescer e<br />
nos torna GENTE!<br />
E não apenas um ser que vive porque movimenta a<br />
carcaça de um corpo que lhe foi dado, mas não construido.<br />
A missão é a construção.<br />
Alicerces do corpo em uma alma forte,<br />
que endurece, mantendo a leveza<br />
ou a força dos ventos.<br />
Eis a missão!!!;-)</p>
<p> ( Deborah )<br />
_______________________________________
</p>
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</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/03/08/fortale-ser#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 18:30:52 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>A BUSCA DA PALAVRA</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/02/17/a-busca-da-palavra</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/02/17/a-busca-da-palavra</guid>
		<description><![CDATA[<p><img id="image473842" alt="2008062402101210.jpg" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/2008062402101210.jpg" align="middle" class="imgcentro" /></p>
<p>Às vezes escrever é tão urgente quanto respirar, mas às vezes a vontade vem, e as idéias não. Escrevo então poemas assim, que lê-se nas entrelinhas das palavras e sentimentos e que traduz-se em  silêncio. Esse, assim... Que não convém dizer mais nada. Bjs</p>
<p>"A Busca"</p>
<p>Escrever sobre o Nada,<br />
Captar o argumento...<br />
Busco então a palavra,<br />
que me abra.<br />
Abro-ca-da-pa-lavra,<br />
buscando sua alma<br />
Assim, se não construo o<br />
melhor poema, garimpo o<br />
melhor sentimento, o que<br />
se esconde sob a poeira<br />
das palavras poupadas<br />
para a recessão economica dos afetos.<br />
Procuro a palavra que<br />
me lavra, dita, nas entrelinhas<br />
de um olhar, ou no repente de um trovão.<br />
Recolho-a.Guardo e fertilizo.<br />
Não digo mais, nem sinto mais,<br />
Agora só respiro, <br />
Me preencho do vazio vital,- o ar.<br />
Esse que vem junto com a mais<br />
pura 'inspiração'<br />
  _______________________</p>
<p>( Deborah ) ;-)
</p>
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</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/02/17/a-busca-da-palavra#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Tue, 17 Feb 2009 00:21:12 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>NOVOS E VELHOS PRETEXTOS</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/01/27/novos-e-velhos-pretextos</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/01/27/novos-e-velhos-pretextos</guid>
		<description><![CDATA[<p><img id="image467803" alt="michelangelo2.jpg" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/michelangelo2.jpg" align="middle" class="imgcentro" /></p>
<p>Saindo um pouco da poesia, um texto que fiz de puro pretexto... Beijos</p>
<p>"Novos e velhos pretextos"</p>
<p>Imagino que não havia automóveis em Jerusalém, no tempo em que Jesus falava a seus discípulos. Nada de leis de trânsito, multas, pontos, bafômetro e CETs por toda parte.<br />
No entanto, bebia-se um bom vinho. Mas ou o vinho era pouco ou os convidados muitos. O fato é que esvaziavam-se as ânforas.<br />
A Maria, mãe de um Jesus anônimo, ao ver o mal provocado pela falta da bebida, disse ao filho – ‘Eles não tem mais vinhos’. Ele então mandou encher as talhas com água e a água virou vinho, para o espanto de todos.<br />
Não tenho notícias de que a festa tenha acabado em bebedeira, pancadaria, polícia, apesar da fartura em vinho, garantida pelo primeiro prodígio explícito do homem de Nazaré.<br />
Os tempos voam.  E ainda existem festas e bodas, e as haverá até a chegada do Apocalipse. Mas quando vinhos se esgotam, não há jeito. Enchem-se garrafas com água e milagre algum acontece.<br />
Os tempos são outros.<br />
Mas imaginemos um Jesus insensato, resolvido a regressar e vistoriar o seu rebanho, com olhos humanos e humana condição.<br />
Pensando aqui com meus botões, concluo que o Cristo não teria vez, nem voz, se retornasse ao mundo com a mesma obediência ao seu destino e aventura. Como naquele tempo, as testemunhas de seus prodígios tratariam de condená-lo a morte, pelo crime intolerável de ser inocente nos dias de hoje.<br />
Mas imaginemos que ele viesse, e fosse a alguma festa e transformasse água em vinho, todos bebessem moderadamente, dançassem, cantassem e partissem para suas casas em seus automóveis.<br />
No meio do caminho havia uma pedra..., ladrões de tocaia, medos noturnos, blitz e bafômetro.<br />
Maria pediria para seu filho ir ‘as delegacias para realizar o milagre de convencer os doutores do templo de que é possível beber o vinho e comer o pão com moderação, sem a terrível embriaguez que mata e fere culpados e inocentes.<br />
Quando penso e escrevo – Beber o vinho e comer o pão, vem-me a imagem da Última Ceia, e do simbolismo do cálice da nova aliança. Imagino se essas coisas acontecessem nos dias de hoje... Que conseqüências Jesus e seus apóstolos teriam de suportar, quando se retirassem após o fim do jantar?<br />
Talvez os abstêmios absolutos condenassem os que bebem moderadamente, os hipócritas acusassem as videiras e as uvas. Os dotados de muita prudência recriminassem os que dirigem automóveis mesmo que sóbrios. Talvez os insanos punissem o próprio automóvel por seus motores alcoólicos, de ingestão etílica. Dou risada com meus botões...<br />
Mas os iconoclastas, certamente, recrucificariam Jesus, por seu mau exemplo na cidade e na Última Ceia.<br />
A maioria do rebanho acostumada a soluções autoritárias e radicais, provavelmente aprovasse a injustiça geral para justificar uma hipotética e patética justiça parcial.<br />
Valeu a pena não existir automóveis na Galiléia? Mesmo sem esse pretexto, a cruz já estava armada e a espera. Pretextos nunca faltam para quem pensa que pode tudo.E o pior é que pode. Independente da época e ocasião,e enquanto o rebanho for o mesmo...Eles  podem!( E em tempos de mudança ortográfica, eles PODEM, mas acho que com ph.- não consegui segurar o riso, desculpem.) Como disse, tudo vira pretexto. Infelizmente.<br />
FIM</p>
<p>(Deborah)
</p>
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</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2009/01/27/novos-e-velhos-pretextos#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 12:51:25 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>ANO-NOVO!</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2008/12/31/ano-novo</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2008/12/31/ano-novo</guid>
		<description><![CDATA[<p><img id="image468161" alt="Romero Brito" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/artwork_images_425_337959_romero-britto.jpg" align="middle" class="imgcentro" /></p>
<p>Felicidades a todos os amigos!!!!</p>
<p>Acho que a vida é tao cheia de compromissos, que nas horas vagas penso que o melhor é se deixar levar. Este ano, vou seguir essa poesia que fiz, pensando em não seguir nada!... rs<br />
Bjs</p>
<p>Neste 2009 não inventarei rota.<br />
Estou de corpo, talvez haja voz.<br />
Vestirei a responsabilidade e estarei atento,<br />
Olhos abertos, buscando captar o indizível,<br />
Respirando no intratável, cultivando o silêncio e<br />
Esculpindo a preciosa pérola que trago no coração,<br />
que não a deixarei por aí,<br />
Mas dentro de um olhar, da cor de amêndoa.<br />
Buscarei a vida na dura paisagem do mundo,<br />
que só é dura quando não há molas,<br />
Mas ela é interna, flexível, e nos lembra a todo instante,<br />
que nada mais concreto que se deixar tocar pelo abstrato<br />
que se aprende e amadurece ‘sempre’ às custas das têmporas e dos temporais. ;-)<br />Beijos</p>
<p>( Deborah )
</p>
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</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2008/12/31/ano-novo#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Wed, 31 Dec 2008 13:12:44 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>DESERTO</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2008/12/05/deserto</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2008/12/05/deserto</guid>
		<description><![CDATA[<p><img id="image467806" alt="mao.jpg" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/mao.jpg" align="middle" class="imgcentro" /></p>
<p>Gente, desculpe a pouca vinda ao blog, é falta de tempo mesmo. Mas deixo aqui, uma poesia que fiz, que considero uma poesia-pensamento. Reflitam...Bjs</p>
<p>Se observarmos bem,<br />
O mundo é um deserto,<br />
A cidade é um deserto...<br />
Sem oásis, e a aridez transformada em ruas.<br />
Quadras enclausuradas, sem becos e esquinas<br />
Onde habitam seres, sem o espírito-ser.<br />
Sem conversas à toa e<br />
sem afeto gratuito distribuído sem remorsos.<br />
Um deserto transformado em edifícios e monumentos construído pela dureza do concreto dessas almas.<br />
Esse mundo é um deserto,<br />
Sem oásis, e nem miragens,<br />
Onde apenas um céu de invariável azul turquesa ou chumbo,<br />
Insiste em nos lembrar que, afinal, ainda estamos sob o mesmo teto.  </p>
<p> Bjs<br />
( Deborah )
</p>
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</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2008/12/05/deserto#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 19:41:51 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>ORQUESTRA COMPLETA.</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2008/10/19/orquestra-completa</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2008/10/19/orquestra-completa</guid>
		<description><![CDATA[<p><img id="image467809" alt="Picasso" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/cubismo_picasso41.jpg" align="middle" class="imgcentro" /></p>
<p> "Meu concerto que desconserta"</p>
<p>Sinto seu corpo como uma orquestra<br />
A ensaiar uma sinfonia completa e arrebatadora.<br />
Você sussurra em meu ouvido aquela música silenciosa.<br />
Sinto seus braços e pernas, como cordas bem afinadas<br />
Que desejam dedos hábeis<br />
Que lhe tirem melodias.<br />
Sua respiração é como um instrumento de sofro<br />
Querendo mais fôlego, para sons mais altos,<br />
Inaudíveis.  - Sentidos.<br />
E a percussão dentro do peito<br />
Marca o ritmo da música que existe na mente,<br />
Sons, compassos, andamentos,<br />
Pausas, variações, êxtases...<br />
Acaricio sua face, beijo seu queixo, rimos.<br />
E na rima da pele<br />
Que lhe envolve o corpo<br />
O detalhe da partitura<br />
Que leio no toque,br /br><br />
nas pontas do arrepio.<br />
Decifro-te...<br />
Devora-me.<br />
Agora descobri a verdadeira poesia.<br />
Bjs ( Deborah )</p>
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</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2008/10/19/orquestra-completa#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 12:44:23 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Um pouco de poesia.</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2008/09/28/um-pouco-de-poesia</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2008/09/28/um-pouco-de-poesia</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong></p>
<p>Pessoal, acredito que a vida com poesia fique um pouco mais leve. Vou colocar quatro para vcs se deliciarem, ou não. O que vale é senti-las...</p>
<p>Essa primeira, fiz inspirada num texto sobre o Medo de uma amiga muito querida, escritora-filósofa e professora, Marcia Tiburi.</p>
<p>    A medusa chama o monstro pelo nome<br />
    E não teme o espelho duro da noite<br />
    Que invade sua carne, sem quebrar seu espírito.<br />
    O medo é perdido, mas guia  corações,<br />
    Gigante entre anões,<br />
    Pílula da dúvida,<br />
    Inseminação.</p>
<p>    Medo é passageiro,<br />
    Talvez música de momento.<br />
    Espetáculo sem discurso.<br />
    O medo é mudo.<br />
    Sentido.</p>
<p>    Vem, vai, foi…<br />
    Ronda na vida.<br />
    O medo é  sentido.<br />
    Escrito em braile na pele dos nossos dias.<br />
    Ele nos molda, mora entre as vértebras<br />
    Mas não se vive sem sentido,<br />
    Ou sem-ter-tido.<br />
    O medo é sentido.<br />
    Mudo, mas se faz ecoar...</p>
<p>             _________________________</p>
<p>Esse é para os 'machões' que andam por aí...</p>
<p>    Este é o verdadeiro valentão,<br />
    O cara que de cara encara,<br />
    Não se comove, e nem se move.<br />
    Tem no sorriso um cheiro de vermicida,</p>
<p>    Por isso fede tanto, esse homem durão.<br />
É a alma que apodrece em vida.<br />
    Não consegue disfarçar o mau-hálito<br />
    Nem com pastilhas cáusticas.<br />
    Para trás, com essa emotividade...<br />
    É coisa de gente chata, coisa de gente fraquinha</p>
<p>    Mas vejo o homem por trás dessa carcaça,<br />
     É um nada, na imensidão da manhã sem dono.<br />
    Valente como um covarde na trincheira da escrivaninha.</p>
<p>               _________________________</p>
<p>Esse é para o amor, quem ama ou já amou sabe o que é...</p>
<p>    Nada como a serenidade do mar para morrer de amor.<br />
    Uma loucura mansa nos abraça durante o naufrágio,<br />
    Depois só o silencio das ondas nas conchas dos ouvidos </p>
<p>    Assim eu pagaria minhas sete vidas<br />
    Em eternas prestações de noites,<br />
    Bebendo de um vinho imaginário<br />
    Nos lábios de sua boca<br />
    Somos páginas arrancadas de uma multidão de sinônimos<br />
    Pelas mãos de um deus enternecido.</p>
<p>    Encontrei um coração sem pernas<br />
    Ancorado nas marcas da superfície.<br />
    Vem, deita e escuta<br />
        Respiração, sensação e vida...</p>
<p>                _________________________</p>
<p> Para alguns... </p>
<p>    Quando sai a trabalho<br />
    Põe uma camisa bonita, gravata francesa,<br />
    sapatos italianos,calça de linho<br />
    e um ponto de exclamação na testa.<br />
    Por baixo, meias e cuecas furadas<br />
    e o coração em festa<br />
    Rouba da rua um sorriso idiota,<br />
    para impressionar  os homens de negócios.<br />
    Escondendo na cueca furada a gargalhada dos ossos.</p>
<p>                __________________________</p>
<p>(Deborah)<br />
Bjs
</p>
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</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2008/09/28/um-pouco-de-poesia#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 17:34:09 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Parte 2 e Final.</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2008/09/08/parte-2-e-final</link>
	<guid>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2008/09/08/parte-2-e-final</guid>
		<description><![CDATA[<p>Eis a carta...</p>
<p>Meu velho,<br />
Queria encontra-lo no local de sempre, naquela praça que conheces bem, na próxima quarta-feira, as 20h. Preciso que você resolva algumas pequenas coisas para mim, e também quero dar-lhe de presente meu jogo de ferramentas. Sei que você as apreciará - não poderia fazer outras iguais.<br />
Tenho uma boa loja, uma vida honesta, e vou me casar daqui a duas semanas com a melhor garota do mundo. Ela acredita em mim e não a decepcionaria por nada no mundo. Não tocaria no dinheiro de outra pessoa agora, nem por um milhão de dólares. Esta é a única vida, meu amigo, - a vida honesta.<br />
Vou ficar aguardando, as 20h, na pracinha, para conversamos melhor. Levarei as ferramentas.<br />
Seu velho amigo,<br />
Jaime.</p>
<p>Na segunda-feira, depois que Jaime escrevera, Benjamim entrou sem chamar a atenção em São Peter num carro alugado. Girou pela cidade e na sua maneira discreta, descobriu o que queria saber. Da drogaria, em frente à ‘Sapataria Gouveia’, Benjamim pode ver bem o rosto de Rafael.<br />
- Vai se casar com a filha do banqueiro, não é mesmo, Jaime? – Disse Benjamim, a si mesmo. - Não sei não.<br />
Quarta-feira pela manhã, depois do café, Rafael Gouveia e Isabel Smith foram para o centro da cidade junto a um grande grupo familiar – O Sr Miguel, - pai de Isabel, Iara - irmã viúva de Isabel, com as duas filhas pequenas, uma de 7 e outra de 9 anos. Foram até o hotel, onde Jaime ainda vivia e ele subiu a seu quarto para pegar a mala. Depois foram para o banco, onde o Sr Miguel e suas filhas ficariam enquanto Jaime pegara o carro preto do banco que já estava à porta para levá-lo a estação de trêm.<br />
Entraram todos na sala do banco, de teto alto sustentado por vigas de carvalho - Jaime inclusive, o futuro genro do Sr Miguel era bem-vindo em toda parte, inclusive pelos funcionários. Jaime colocou sua mala no chão e Isabel transbordando de felicidade e alegria, brincando colocou na cabeça o chapéu do noivo e pegou sua mala.<br />
- Meu Deus, Rafael, como isto pesa! Parece cheias de barras de ouro.<br />
- Uma quantidade enorme de barras para fazer solas que veio por engano – Disse Jaime com presença de espírito.<br />
O banco de S.Peter havia colocado um cofre novo e o Sr Miguel que estava muito orgulhoso, quis mostrá-lo a todos. Era moderníssimo, última palavra em segurança, com uma porta que se fechava com três trancas, acionadas simultaneamente por uma única maçaneta e funcionava com um mecanismo de tempo que após 12 minutos todo oxigênio era retirado por uma espécie de câmara de vácuo que impossibilitava a sobrevivência de qualquer espécie viva. O Sr Miguel explicou tudo ao Sr Rafael, que embora parecesse  não entender muito bem da coisa, mostrava um gentil interesse. As duas meninas, Luiza e Sofia, estavam encantadas com o metal polido, o relógio e os mecanismos engraçados.<br />
Enquanto estavam nisso, Benjamim, que entrara no banco um pouco depois deles, apoiara os cotovelos no balcão e assistia a cena por entre as barras. Dissera ao caixa que não queria nada, estava apenas esperando por um conhecido.<br />
De repente as mulheres gritaram. Sem que os adultos percebessem, Sofia, a menina de 9 anos, de brincadeira trancara Luiza no cofre. Depois disso, fechara a maçaneta e girara o cilindro de combinações, como vira seu avo fazer.<br />
O velho banqueiro correu para a maçaneta e tentou mexe-la.<br />
- A porta não pode ser aberta – gritou – O relógio ainda não foi ajustado, nem a combinação foi registrada.<br />
A mãe de Luiza começou a gritar e  chorar, aquela cena aqueceu de alguma forma o coração do investigador Benjamim, que ao ouvir os gritos, se identificou e como um raio apareceu ao lado da família. Mas ele não podia fazer nada, não era nada - Sentiu-se oco, nulo, sem valor.<br />
-Quietos,- disse o Sr Miguel, levantando a mão trêmula.- Luiza!- Gritou o mais alto que pode.- Ouça o vovo - durante o silêncio que se seguiu, ouviram a menina gritando no interior escuro do cofre,<br />
-Minha querida!- Gritava a mãe. Ela vai morrer de medo. Abram esta porta! Arrombem! Será que vcs não podem fazer nada<br />
- A pessoa capaz de abri-lo está há duas horas daqui, - disse o sr Miguel, meu Deus, Rafael, que é que vamos fazer? A menina não pode esperar muito tempo, não existe ar suficiente lá dentro. - Dizia esmurrando a porta.<br />
A mãe desesperada voltou a gritar, alguém sem pensar sugeriu dinamite. Isabel olhou para Jaime com seu olhos grandes e cheios de angústia, mas onde ainda não havia desespero. <br />
Você não pode fazer nada, Rafael? - Por favor, tente.<br />
Ele a olhou com um sorriso suave, mas um sorriso orgulhoso que estava também em seus olhos.<br />
Isabel, dê para mim a rosa que está usando.<br />
Mal acreditando no que ouvira, Isabel soltou o alfinete que segurava o botão que levava no vestido.Jaime colocou a flor no bolso do colete, tirou o paletó e arregaçou as mangas. Naquele momento, morria Rafael Gouveia, e Jaime Valentin tomava seu lugar.</p>
<p>- Afastem-se da porta, ordenou curto. Colocou sua mala na mesa e a abriu. Daquele momento em diante parecia inconsciente da presença de qualquer outra pessoa. Alinhou com rapidez e ordem seus instrumentos, estranhos e brilhantes, enquanto assobiava para si mesmo como fazia sempre que trabalhava. Num profundo silêncio, os outros o observavam como enfeitiçados.<br />
Em um minuto, sua broca comia o metal da porta. Em nove minutos – quebrando seu próprio recorde, - a porta estava aberta.<br />
Luiza muito assustada e salva, com seus lindos olhos azuis em expressão de alívio, fora recolhida pelos braços da mãe.<br />
Benjamin queria de alguma maneira ter sido o herói dessa história, mas reavaliou todos os seus conceitos neste instante, do que valia prender alguém que acabara de salvar a vida de uma criança, que fazia feliz uma boa moça e sua família e ainda mostrava sinais de uma vida honesta. – Benjamin sentiu-se oco novamente, nunca fez isso ou despertou tais sentimentos em ninguém. Se dependesse dele, ou do que manda a justiça,  Jaime estaria preso e a menina morta. Mas agora, estão todos bem. - Benjamin entrou em profundo estado de reflexão.<br />
- Jaime vestiu seu paletó, e caminhou para a porta, olhou para Isabel com os olhos marejados, mas não hesitou. Caminhou em direção a Benjamin.<br />
Olá, Ben!- Finalmente me encontrou, - disse levantando os pulsos para que Benjamin colocasse as algemas.<br />
Mas aí, Benjamin teve uma atitude muito inesperada.<br />
- Desculpe, mas acho que está enganado, senhor Gouveia - disse ele. – Não creio que já nos conheçamos. E aquela, - disse apontando para Isabel e todos os outros. – É a sua mulher e sua nova família e acho que estão lhe esperando.<br />
Jaime olhou para todos e Isabel  abriu os braços esperando que ele retornasse para ela. Jaime sorriu, aquele mesmo sorriso orgulhoso, respirou fundo, e foi em direção a ela.<br />
Benjamin deu as costas e entrou no carro. – Seguiu a procura de novos casos. Mas desta vez transformado. Teria sido alvo de um súbito ataque de paixão? Como fora uma vez Jaime Valentin?<br />
Bem, mas isso já é uma nova história.... .-)</p>
<p>FIM<br />
( Deborah )
</p>
<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2008/09/08/parte-2-e-final#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 13:24:13 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Um conto para distrair...Parte 1</title>
	<link>http://blogandomundo.nireblog.com/post/2008/09/08/um-conto-para-distrairparte-1</link>
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		<description><![CDATA[<p><img id="image481505" alt="picasso021.jpg" src="http://files.nireblog.com/blogs4/blogandomundo/files/picasso021.jpg" align="middle" class="imgcentro" /></p>
<p>Pessoal, espero que gostem! É um conto curto, apenas duas páginas, colocarei em duas ou três partes. Fiz mais cinco, mas colocarei depois, intercalando com outros assuntos para não cansar... Bjs</p>
<p>“As aparências enganam”</p>
<p>Um guarda aproximou-se da sapataria da prisão, onde Jaime Valentin, como sempre assíduo ao trabalho, costurava sapatos, e o escoltou até a administração. Ali, o diretor entregou-lhe o indulto que o secretário assinara naquela manhã. Ele cumprira quase 10 meses de uma sentença de 4 anos. Quando um homem como Jaime Valentin vai preso, quase não vale a pena corta-lhe os cabelos. Tamanha a rapidez de sua soltura.<br />
-Bem, Valentin -  Disse o diretor-, você vai sair amanhã. Tome jeito e faça alguma coisa de sua vida, no fundo você não é má pessoa. Pare de arrombar cofres e viva dentro da lei.<br />
-Eu?- Disse Valentin surpreso. - Mas nunca arrombei um cofre em toda minha vida<br />
-Ah, não!- o diretor riu. - Claro que não. Mas deixe-me ver, como mesmo você foi condenado? No caso de Itaparica? Foi porque não conseguiu provar um álibi para não comprometer sua amiga da sociedade? Ou a culpa é do juiz que não foi com a sua cara? É sempre uma coisa ou outra que acontece com vocês inocentes’.<br />
- Eu, diretor? Como? Se nunca estive em Itaparica?<br />
- Escolte-o de volta, ordenou... E arranje roupas de rua para ele, pode abrir a cela as 7hs e leve-o até o registro. Pense no meu conselho, Valentin.<br />
As 7h15 Valentim se apresentou de banho tomado e barba feita, vestia um terno malfeito e um sapato que rangia, fornecidos pelo Estado a seus hóspedes compulsórios na hora da dispensa. Recebeu do funcionário do registro, um bilhete de metro, uma nota de dez reais e algumas moedas, com o que a sociedade esperava que ele se reabilitasse, tornado-se um cidadão próspero e honesto. O diretor deu-lhe um cigarro e apertou-lhe a mão. Valentin saiu.<br />
Sem dar atenção aos pássaro, às cores, foi direto ao metro, andou calmamente, jogou uma moeda no chapéu de um cego  que estava na porta da estação e entrou no trem. Três horas de viagem o levaram a uma cidadezinha perto do limite do estado. Foi ao café de um certo Mário, um velho amigo que alugava quartos nos fundos do estabelecimento.<br />
Mário o cumprimentou com o largo sorriso, Jaime retribuiu e logo perguntou – Está com a minha chave?<br />
Pegou a chave e subiu as escadas, onde abriu a porta do último quarto. Tudo permanecia como deixara. No chão ainda estava um botão de camisa de Benjamim Peixoto,que fora arrancado do colarinho do ilustre investigador, quando subjugaram Jaime para prendê-lo. Puxando uma cama de armar, Jaime fez escorregar um painel da parede e tirou dali uma mala coberta de poeira. Abriu-a e contemplou com amor o mais perfeito jogo de ferramentas de arrombador de todo o Estado. Um jogo completo, feito de um aço especialmente temperado, o que havia de mais moderno em brocas, gruas, braçadeiras, pés-de-cabra e mais duas ou três novidades inventadas pelo próprio Jaime. Gastara mais de mil dólares para mandar faze-las em... Bem, onde fazem coisas para a profissão.<br />
Meia hora mais tarde, Jaime desceu e passou pelo café. Vestia agora roupas bem cortadas e levava na mão uma mala limpa e sem poeira.<br />
- Alguma coisa em mira? – Perguntou Mário, bem humorado.<br />
-Eu?  - Perguntou Jaime com espanto. Não estou entendendo. Sou  representante comercial das ‘Indústrias Reunidas de Fechaduras e Dobradiças S.A’.<br />
A declaração deliciou de tal maneira a Mário, que Jaime fora obrigado a tomar um achocolatado com ele. - Nunca  bebia destilados.<br />
Uma semana depois que Valentin fora posto em liberdade, arrombaram um cofre com elegância e maestria, em Indiapolis, sem nenhuma pista que indicasse o autor do trabalho..<br />
Cinco dias depois, outro banco. Este com um patenteado e avançado sistema antifurto e fora aberto como se fosse um queijo, simples assim. Aquilo começou a despertar a atenção do pessoal especializado, em especial do investigador Benjamin. Comparando dados, encontrou-se uma extraordinária semelhança nos métodos, acabou concluindo ter a assinatura de Jaime Valentin.  Benjamim conhecia os hábitos de Jaime. Estudara-os há anos. - distancia entre os trabalhos, rapidez na fuga, nenhum cúmplice, trabalho limpo e um fraco pela boa sociedade. O investigador repetia sem parar - Isso tem a assinatura de Jaime Valentin, desta vez, nada, nem indulto funcionará.<br />
Numa tarde, Jaime Valentin e sua mala fizeram à baldeação na Praça da Flor,  perto do grande centro de uma cidade cerca de 100 km do litoral. Desceu, olhou para os lados, respirou fundo – Jaime tinha essa mania, sentia o mundo pelo nariz. – sem vícios , claro.-  e seguiu a procura de um hotel.<br />
Neste instante, uma jovem atravessou a rua e passou por ele, entrando por uma porta sobre a qual estava escrito ’Banco de São Peter’, Jaime cruzou olhares com a moça, esqueceu quem era e transformou-se em outro homem. Ela abaixou os olhos e corou de leve.Jovens  com a aparência e estilo de Jaime eram difíceis por lá.<br />
Jaime encontrou um menino nos degraus do banco, e se passando por um correntista, começou a indagar sobre a cidade, alimentando as perguntas com algumas moedas. Daí a pouco a garota saiu do banco, ignorando o rapaz com a mala, e seguiu seu caminho.<br />
-Aquela moça não é a srta Ana Mendonça? – perguntou Jaime manipulando a resposta.<br />
-Não! – disse o menino.- É Isabel Smith, o pai dela é dono do banco. Que é que você veio fazer na cidade? A corrente do seu relógio é de ouro? Quer comprar um Buldogue? Vai me dar mais moedas? O menino disparou a perguntar...<br />
Jaime  jogou mais uma moeda e saiu.<br />
 Foi para um hotel próximo e alugou um quarto com o nome de Rafael Gouveia e encostado no balcão foi passando alguns dados biográficos. Disse que estava em São Peter procurando um local para estabelecer um negócio.<br />
- Quantas sapatarias existem na cidade? Será que há espaço para abrir uma sapataria? - Perguntava ao balconista<br />
- Sim! Há muito espaço. Na verdade não existe sapataria na cidade.- Respondeu o rapaz.<br />
Rafael Gouveia, -  fênix surgido das cinzas de Jaime Valentim, cinzas resultantes de um súbito ataque de paixão. Rafael Gouveia se fixou em S. Peter, conseguiu um boa clientela e prosperou.<br />
Socialmente era tb um sucesso. Fez vários amigos e realizou o que seu coração desejava, conheceu Isabel Smith.<br />
Depois de um ano  a situação do Sr Rafael Gouveia era excelente, melhor loja da cidade, muitos lucros, bons amigos e noivo de Isabel Smith, com casamento marcado para duas semanas. O pai de Isabel, banqueiro, trabalhador e desconfiado, apoiava o casamento. Rafael era apaixonado de fato por Isabel e ela por ele.<br />
Um dia, Rafael, feliz com a nova vida, honesto  e apaixonado - e não precisando recorrer os velhos truques - sentou-se para escrever uma carta ao velho amigo Mário...</p>
<p>........ segunda parte.........
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<p>( Clique em ARQUIVO para ver mais.)
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<p><a href="http://blogandomundo.nireblog.com/post/2008/09/08/um-conto-para-distrairparte-1#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 10:48:53 -0300</pubDate>	</item>
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